terça-feira, 23 de novembro de 2010

MAIS VALE NUNCA QUE TARDE


Li esta notícia e não posso deixar de partilhar com todos as minhas interrugações a este respeito:

"PSP queria 40 viaturas mas só vai ter seis blindados!
( Só ? )

Apenas os da cimeira foram adjudicados. ( Qual cimeira ??)

Anulados concursos para 34 carrinhas ! ( Só 34 ???)
O Governo português disponibilizou cinco milhões de euros para gastar em material de segurança para a Cimeira de NATO, de que fazia parte 40 viaturas anti-motim. ( Mas em Portugal alguém ainda se amotina ????)
Todo o procedimento para a aquisição do material de segurança com vista à Cimeira da NATO começou em Junho. O dinheiro saiu do Governo Civil de Lisboa, que tinha cerca de seis milhões de euros para devolver às Finanças relativos a saldos transitados das gerências de 2008 e 2009. (Porque é que não os devolveram a quem os tinham roubado ?????)

Obtidas as autorizações para que o dinheiro pudesse ser gasto com aqueles equipamentos, o Governo Civil destinou 5 021 494,78 euros para a PSP, com vista à Cimeira da NATO. A restante verba destinou-se à compra de rádios SIRESP para os bombeiros e outros projectos, nomeadamente para a delinquência juvenil. (Como juvenil, se a média de idade dos membros do nosso governo é de mais de 52 ano ??????)

Só a 14 de Outubro o Governo Civil deu início ao lançamento de 14 concursos por ajuste directo com base numa lista de material entregue pela PSP. Dessa lista, para além de seis viaturas blindadas para transporte de pessoal, constavam também 25 carrinhas anti-motim; seis viaturas celulares; uma viatura pick-up para remoção de obstáculos; uma viatura antimotim com canhão de água; uma viatura pesada antimotim para remoção de obstáculos. Havia ainda uma lista de material de manutenção de ordem pública. (E esqueceram dos produtos de higiene básica para lipar a m**** que andam a fazer os nossos governantes ??????? )

Apenas os seis blindados, no valor de 1 008 000, tiveram uma proposta de uma empresa canadiana, Milícia, que ganhou o concurso. Todos os outros concursos relativos às restantes viaturas, no valor total de 2 704 000 euros foram anulados.O preço base oferecido pelo Governo Civil não mereceu uma proposta por parte das empresas convidadas. (...) ( Não houvem mais nenhum "convidado" a querer fazer "negócios" ???????? )

Entre os seis blindados adquiridos por Portugal apenas um está em território nacional. Chegou no domingo de manhã ao aeroporto de Lisboa, vindo do Canadá com direcção à Holanda, tendo feito o restante percurso por via terrestre." ( Afinal o que é que a Holanda tem a ver com esta história, também receberam luvas na holanda ????????? )
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In: DN Portugal
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Bueno: Uma das seis viaturas blindadas para a PSP chegou num Domingo à tarde à Unidade Especial de Polícia, em Belas, Sintra. ( Algeuém o viu ?????????? )
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

«« MÚSICA PARA OS MEUS OUVIDOS »»

Ou os descontrolos vocais das minhas alunas!.
Já não vivo sem o barulho de fundo típico de uma sala de aula no início de um ano lectivo numa turma inicial. Vozes que soam em simultâneo de forma harmoniosa e ininterrupta durante setenta e cinco minutos. Este cenário transporta-me logo para um grande teatro de ópera onde decorre uma das minhas peças preferidas.

Tem tudo o que é necessário:
A entrada na sala – Quinze minutos ruidosos de vozes, de arrastar de cadeiras e mesas com livros a serem atirados para cima delas – equivalem ao afinar dos instrumentos.
O sumário – A entrada do maestro no fosso da orquestra entre aplausos e tirar dos casacos para os atrasados do costume.
A aula propriamente dita – entram os artistas em cena, já com as vozes bem aquecidas, e começa a cantoria – um acto inteiro em três partes, cada uma de vinte e cinco minutos – dai os setenta e cinco de que falava há pouco.

Quando saio da escola à hora de almoço, depois de três blocos de noventa minutos, já assisti à obra completa – uma ópera russa, daquelas bem compridas, em três actos no mínimo. Destas, a minha preferida é “Príncipe Igor” de Alexandr Borodín – mas esta tem quatro, é um pouco mais comprida, equivale aos dias maiores. Aos intermináveis!
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Muitas vezes sinto-me um privilegiado, pois sou o único espectador daquele delicioso espectáculo que, os mais de vinte artistas, representam só para mim e para mais ninguém. Uma coisa única e exclusiva que se desenrola no palco, estando eu sozinho na plateia.

Digo tudo isto porque, agora que os coros já quase não se ouvem, fico desesperado, carente, quase a ressacar. Mas ainda existem alguns duetos, raros, mas existem, e hoje houve um (impossivel de transpor para caracteres), que me lembrou o meu preferido – a área floral da ópera Lakme*, de Léo Delibes, sem dúvida uma ópera prima. E que mais podia desejar, agora que estou numa onda de cultura francófona…

O libreto, como na ópera, seja em que língua for, era quase incompreensível mas, o que importa eram os sons. Em francês, em criolo, ou noutra língua qualquer, ópera é sempre ópera, música é sempre música e má criação é sempre má criação!
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Bueno: e agora que as artistas amadoras estão a entrar nos eixos, para não ficar carente, só me resta comprar uma assinatura para a proxima temporada do S. Carlos!
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* Recomendo este vídeo: O cenário é de um design elegantíssimo; O guarda-roupa é inspirado no segundo império, utilizando as saias com as criolinas e os grandes decotes com os ombros à mostra que a Imperatriz Eugénia do Montijo pôs na moda; A pronuncia francesa, apesar das interpretes serem japonesas, é certamente melhor que a que as nossas alunas alguma vez terão; A execução, quer vocal, quer instrumental, é irrepreensível; As caritas, com aqueles olhinhos rasgados e as boquinhas em :O, são impagáveis; Para terminar, o maestro, no final é de uma super delicatesse ...; Pena não saberem ler as legendas que passam em roda-pé.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Mozart e os franceses

Para quem vai e para os que ficam, Paris é sempre Paris, e se for para passar duas noites ou três, é mesmo a cidade ideal.
Deve ser por causa da Luz… a ideal para viver cada noite como se fosse a última.
Pena só terem sido três, mas três, são sempre três!
Este fim-de-semana, na cidade do Sena, foi muito especial: Mozart, l'opéra rock, esteve de volta para encantar quem teve a felicidade de assistir a um dos dois espectáculos que ocorreram no magnífico Palácio dos Desportos.
Para terem uma ideia da envergadura do espectáculo vejo este vídeo.




Agora já não somos obrigados a ficar cegos com o nevoeiro de West End para vermos um bom musical. E em lingua francesa fica sempre tudo bem…

Bueno: Cá no pedaço temos que nos contentar com os la Feria, que à cautela eu nunca fui ver!
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