sábado, 9 de abril de 2011

CRISE PORTUGUESA - A VÃ GLÓRIA DE MANDAR

ou - D. Sebastião finalmente regressa numa manhã de nevoeiro.

Quando D. Sebastião decidiu passar a África pela segunda vez, para acabar com Portugal, quase de vez, em Alcácer Quibir, teve que reunir os meios necessários para concretizar o seu projecto. Tarefa bem mais árdua que pedir ajuda ao FMI.



E como é que ele se financiou? Para além do contributo voluntário à força, de 240 000 cruzados, dado pelos cristãos-novos e dos 150 000, concedidos pelo Papa Gregório XIII, juntamente com a Bula de Cruzada, foi tomada uma amálgama de medidas que recaíram sobre prelados, fidalgos e comerciantes mais abastados e, ainda, o habitual recurso ao dinheiro dos Cofres dos Órfãos, Ausentes e Defuntos (leia-se Fundos de Pensões), com a promessa de restituição, finda a jornada (leia-se Crise). Também, se fez um empréstimo de 400 000 cruzados, a juros de 8%, dando como garantias os quintais do comércio da pimenta, sabem onde? Espante-se! - junto de uma sociedade alemã.
É impressionante como para o mal a história se repete com tão pouca originalidade, pois para o bem nunca há repetições. A maioria dos historiadores, é unânime, em concordar que neste conjunto de medidas, houve sempre um extremo cuidado para não se oprimir o povo miúdo. Da crise em que fomos mergulhados por um visionário míope, com um ego tão grande como o dos Pintos e o dos Sousas, demorámos 60 anos a libertar-nos, mas se era para isto, antes nunca o tivéssemos feito! Será que desta vez a história se vai repetir? Não! Espanha continua aqui tão perto mas, desta vez, nem em troca da ETA aceitam os Tugas.



Bueno: Podemos sempre esperar sentados que D. Sebastião volte para nos salvar.



E a propósito de este outro celerado da nossa história, o Museu Rietberg, em Zurique, Suíça, inaugurou dia 28 de Novembro, a exposição "Marfins Cingaleses do Século XVI", que tem em destaque uma tela com um retrato inédito de D. Sebastião, da autoria de um pintor espanhol, Alonso Sanchez Coello, pintada na corte portuguesa em 1562 e cujo paradeiro era ignorado desde há quatro séculos. Na verdade, a obra estava na Áustria, no castelo Schonberg, mas as autoridades julgavam estar perante a pintura de um nobre local, até que repararam num cão que transportava as armas portuguesas. Em simultâneo, serão mostrados na exposição dois outros quadros da mesma época, que retratam a rua Nova dos Mercadores de uma Lisboa pré-pombalina. As duas telas foram encontradas numa casa senhorial inglesa e não estavam identificadas com Lisboa. A exposição vai prolongar-se até ao dia 13 de Março de 2011.

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domingo, 20 de março de 2011

Uma Geração Rasca e outra à Rasca

Um dia, isto tinha de acontecer…
Existe uma geração à rasca?
Existe, mas não é a dos filhos!
É a dos pais, são os pais que estão à rasca.
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos e as suas princesas numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor do melhor, ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá iremos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse.
Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada, e para não morrer de tédio as crianças foram viajar pela Europa, fazer pós-graduações, mestrados e doutoramentos, vivendo de noite (para fazer os trabalhos de grupo) e dormindo de dia, para não se cruzar com a família, não fosse esta ter o atrevimento de fazer perguntas sobre o seu sucesso escola. E nas férias davam vazão a uma agenda cheia de consertos no país e no estrangeiro…

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães, estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes. Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego. A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais começaram a ficar à rasca. Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado. Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar! Querem continuar a ser rascas com “R” como até aqui.
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. À Rasca!

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu (e sabe) na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional. Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere. Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam. Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras. Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável. Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada. Eis uma geração rasca

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio. Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora alguns também estejam à rasca).
Apesar do tom desta prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é só deles. A culpa de tudo isto - é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.


Bueno: Há sempre alguém disposto, com muita demagogia e promessas vãs, a tirar partido de todo este desespero rasca…

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

MADRID ME MATA




Acabei de chegar, fui até à capital!

E fui muito bem acompanhado.












Mejor impossible…

Fomos num pé e viemos no outro…
todos… sãos e salvos...

Foi uma delícia e eu podia contar tudo, tim-tim por tim-tim mas, naaaa…, não vou contar que, só hoje, ao descer a Carrera de San Jerónimo, a caminho do Thyssen, ao passar pelo Congreso de los Diputados, assisti à chegada do presidente de Israel e depois, ao sair da cafeteria do Museu, dei de caras com a ministra da cultura a dar uma conferência de imprensa ao lado da Baronesa.

Estúpido! Agora já contei esta parte!

Ahhh, mas não vou contar a da ARCO, nem a do Reina Sofia, nem a do Prado, nem o itinerário pela arquitectura da Castellana e muito menos a das compras na Chueca, nem tão pouco a do dia em... e o da noite no... nem que, para acabar, ainda fomas a... e voltamos por...

Mas se querem mesmo saber tudo, vão ter que esperar pelos próximos posts…


Bueno: Quem vai a Madrid, vai e volta... quem fica! Fica!
E ainda diria mais: há Madrid e Madrid; há ir, ver e vir!

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Une Reprise

Em Junho de 2008 escrevia este artigo que, desde então, ainda não deixou de ser actual mas, como já deve estar esquecido, resolví reposta-lo para ver se desta vez tem mais efeito que da primeira vez que opubliquei...


Quanto a mim, há muito que já tomei uma decisão, só meto gasóleo na REPSOL que para além do mais me dá 5 centimos de desconto...

"DE 10 EM 10 ENCHE A GALINHA O PAPO"

SOMOS OU NÃO SOMOS UMA SOCIEDADE CIVIL?

(A julgar pelos resoltados obtidos somos incapazes de nos organizar, nem para nosso proveito... que raio de gente somos nós?)

Se somos, então porque não fazemos nada para acabar de vez com este assalto à mão armada que nos andam a fazer com as pistolas das bombas de gasolina?
Nós somos milhões, eles não chegam a meia dúzia de empresas.
Mas, com a meia dúzia de cêntimos, que os combustíveis aumentam todas as semanas, são elas que apresentam milhões de €uros de lucro anualmente.
E se nós deixarmos de permitir que nos roubem desta forma descarada e adoptarmos uma atitude menos passiva?


Evolução do Roubo...

Já vários tentaram e até o presidente Cavaco já sugeriu que a Sociedade Civil deve ter uma palavra a dizer na defesa dos seus direitos. Zeladamente, acho que ele estava a querer dizer “organizem-se”!!!
Já houve algumas iniciativas, e nos últimos dias não paro de receber mails para não ir às bombas nos primeiros dias de Junho.
De todas, esta, parece-me a iniciativa menos inteligentes pois, ou não utilizo o carro nesses dias e aí sim, as distribuidoras vão sentir algum prejuízo (mas pouco), ou então atesto o carro antes do inicio da data estipulada e espero que o depósito não fique vazio antes da meia-noite do ultimo dia para voltar a encher.


Resultado: se utilizar o carro nesses dias vou ser roubado na mesma, e nos mesmos valores de sempre, só que uns dias antes e uns dias depois.
Mas, não pensem que não vou aderir. Apesar de não achar que vá ter qualquer resultado prático na descida do preço dos combustíveis, vou-me unir ao protesto.
Sinto que, como cidadão, devo mostrar o meu apoio a todos os protestos que se fizerem sempre que sejam bem intencionados. Temos que começar a treinar pois o que não vão faltar-nos, vão ser motivos para mostrar o nosso descontentamento.
Já o fizemos quando foi do Estatuto da Carreira Docente – Exemplarmente e com um sucesso estrondoso que os sindicatos desbarataram. Mas como fomos 100 mil, o nosso descontentamento foi ouvido, mesmo pelas orelhas de burro que, desta vez, não puderam dizer que eram sempre a mesma meia dúzia.
Já a seguir é o peixe e logo logo vai ser o arroz e depois todos os alimentos.
Sim, porque ao preço que está o petróleo isto vai ser uma carnificina.
Mas, como todos sabemos que não é o petróleo (na origem) que está caro, mas sim o Dolar é que está barato e que os especuladores e os mercados se têm aproveitado disso, não devemos ter dó nem piedade na forma de protestar contra os usurários que, sem qualquer direito pois não são eles que geram qualquer riqueza, se aproveitam da conjuntura económica para fazer fortunas.

Se não fosse um pacifista nato, sugeria que atacássemos as refinarias, os petroleiros e os poços de petróleo à bomba. Mas, como vejo para além do horizonte, sei que uma atitude como esta, só iria fazer com que o petróleo se tornasse mais raro e encarecesse ainda mais. Aliás, os americanos já tiveram essa ideia antes de mim e com péssimos resultados (ou será que foram óptimos?).
Por isso, acho que é preferível adoptar outras formas de protesto baseadas na grande arma que o ser humano dispõe.
Não, não se trata de nenhuma arma tecnológica de última geração.
Apelo para a utilização da inteligência, a nossa maior arma, e que ultimamente tem ficado guardada nos depósitos de munições sem que ninguém se lembre de a por a funcionar.
Gostei daquela ideia de ostracizar algumas companhias petrolíferas fazendo boicote às gasolineiras que as distribuem.
A ideia pareceu-me boa logo quando recebi o primeiro e-mail a pedir que não abastecessemos na Galp e na BP mas, logo verifiquei que era praticamente impossível pois estas duas marcas representam mais de 80% dos postos de distribuição em Portugal.
Para pôr em prática este protesto teríamos que passar o dia, em filas intermináveis, numa qualquer bomba de uma das outras marcas e ninguém tem vida para isso.
Por isso, apesar de ser uma ideia boa e que, ao que parece, em França deu alguns resultados pois não existem monopólios e a distribuição é mais variada do que aqui, no nosso rectângulo, isto é impraticável e por isso quase ninguém aderiu - Mas eu aderi.
Que se lixem os pontos do cartão FastGalp que convertia em Milhas da TapVictória para viajar.
Só que verifiquei que realmente, esta iniciativa excelente não teve muita adesão.
Como tal tenho andado a matutar numa forma de a aperfeiçoar e acho que pode ser melhorada.
A ideia é, como não podemos, por muitos milhões que sejamos, combater as duas principais companhias petrolíferas que operam em Portugal, então vamos fazer com que sejam elas a combaterem-se uma à outra, que podem usar as mesmas armas e lutar de igual para igual. Vamos fazer com que as leis de mercado funcionem já que o preço dos combustíveis foi liberalizado.
Não há procura, então o preço desce.
Vamos fazer com que ele desça – e desça muito.
E se isso acontecer pode ser que se prove rapidamente que afinal havia um cartel que decidia os aumentos dos combustíveis em Portugal.
Sabem como é: Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
E assim como assim a autoridade da concorrência não vai chegar a conclusão nenhuma sobre este tema. E mesmo que chegue, nunca nos dirão a verdade nem nos devolverão o dinheiro que nos andaram a roubar, não estivesse a Galp metida no negócio deste cartel, que é sempre bom lembrar, é uma empresa que ainda tem uma grande participação do Estado e uma data de Boys lá abancados.


Fora os outros que já se estão a ver lá num futuro muito próximo, logo que isto der para o torto. Isto é: nas próximas eleições. Alguns até já escolheram a cor da alcatifa do gabinete.
Mas como fazer que as comadres se zanguem?
Pois não vai ser necessária qualquer boa intriga, como seria se se tratassem de comadres verdadeiramente genuínas de Alfama ou da Madragoa.
Vai ser muito mais fácil e honesto - claro. Vamos fazer jogo limpo e à vista de todos.
Quanto a mim, aquela boa ideia, falhou, por ser demasiado ambiciosa e estar desenquadrada do contexto português.
Aqui temos que ir por partes, como o Jack-o-Estripador.

Primeiro, boicotamos uma - BP. Quando está quebrar, passamos à outra - Galp.
Estabelecemos nós, o preço a que queremos que a marca passe a vender o combustível e anunciamo-lo aos sete ventos. Usamos todos os meios que estiverem ao nosso alcance para fazê-lo – As novas tecnologias todas e mais algumas e ainda alguma nova oportunidade que se nos depare.
Mas nada de ser ambiciosos. Lembrem-se, temos que ir aos poucos, por partes. Vamos fazê-las provar do seu próprio veneno. Para começar, uns 10 ou 20 cêntimos.
E depois é só sermos inflexíveis, teimosos, mulas mesmo e não ceder nem que a vaca tussa.
Quando por fim, ganharmos este braço de ferro e ficarmos todos felizes por termos vencido a primeira batalha e sentirmos que a união faz a força, passamos todos a abastecer na marca que baixou o preço e estabelecemos a mesma meta, para que voltemos a entregar os nossos euros à marca anterior que passará a ser agora ignorada.
Vai ser uma longa guerra, talvez mesmo uma guerra de nervos mas, estou convencido que só precisaremos dar o primeiro tiro, o resto vai-se desencadear sem que nos tenhamos que envolver muito, que dar o flanco. Basta sermos determinados.
Não abastecer em quem não tiver o combustível mais barato 10 cêntimos.
Elas próprias passarão a baixar os preços por sua iniciativa, mesmo antes do prazo que lhe for dado e possivelmente para valores inferiores ao estabelecido por nós.
Assim, a descida de preços, vai entrar em piloto automático e fazer funcionar a concorrência e as leis de mercado. Só que desta vez a nosso favor.
Por isso, vamos todos, para começar, boicotar a BP, porque dos inimigos é o mais fraco e não é nacional, e esperar que esta baixe os seus preços e os ponha a menos 10 cêntimos que a Galp.

Quando isso acontecer, passamos a fazer o mesmo só que em relação a esta última, abastecendo na BP que irá estar mais barata e até que a Galp resolva baixar os preços os mesmos 20 cêntimos (10 para ficar igual à BP e + 10 para nos ter de volta). Esta 2ª batalha vai ser mais difícil de ganhar, pois a petrolífera nacional tem mais postos de distribuição mas, gerindo bem o depósito e os horários a que abastecemos sempre será possível vence-los.
Vamos fazer-nos ouvir de novo. Vamos mostrar quem é que manda aqui, quem é que é o Presidente da Junta…
Por isso se aderirmos todos ao boicote dos primeiros dias de Junho e a seguir pusermos esta nova estratégia, com que eles não estão a contar, em pratica, talvez os resultados cheguem mais cedo que o previsto. Talvez nem uma semana demore a alcançar a primeira descida de 10 cêntimos.

Bueno: e se isto tudo não resultar, acho que me vou tornar terrorista e ser ditador p´ra Líbia que me disseram que os lugares estõa prestes a ficarem vagos.
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