Quem a ferros mata, a ferros morre.
Quem semeia ventos, colhe tempestades.
O pedaço está guardado para quem o há de comer … e os ovos também, acrescento eu!
E podia continuar com os provérbios mas, prefiro esta máxima na língua de Virgilio “animadversis debita”.*
Usaram a estratégia de dividir para reinar.
Atacaram os professores com mentiras e calúnias, fazendo com que parecessem um bando de malfeitores, que comiam criancinhas em vez de as ensinar, ao estilo da antiga URSS.
Começaram por tentar virar a maioria dos ingénuos que votaram, enganados no PS, contra os professores.
E num primeiro momento conseguiram.
Quem é enganado uma vez, facilmente se engana segunda.
Depois, quando estes começaram a abrir os olhos por se sentirem atacados por outros ministérios deste governo, viraram-se para os pais e para os alunos.
Usaram-nos com arma de arremesso contra os professores.
E num segundo momento esta estratégia também resultou.
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Mas, eis senão quando, de repente tudo começa a ruir.
Chega o Glorioso 8 de Março – Professores 100. 000 / ministra 0.
Depois vêm os exames.
E quando os alunos, milagrosamente, ficam inteligentes já não são tão fáceis de enganar.
E os pais, como sempre, vão atrás, e fazem fé no que os superdotados filhos, que tiveram excelentes notas a matemática, dizem em casa.
Depois o Estatuto do Aluno e o novo regime das faltas - não agradou a ninguém.
Estranho! Todos estão contra: Pais, Alunos e Professores.
E a ministra não entende como é que as coisas tão boas que ela magicou, não satisfazem os seus subordinados?
Não entende, qual a dificuldade que existe na Avaliação do Desempenho Docente?
Não entende porque é que os professores não querem cair no embuste de deixar que as notas dos alunos e o abandono escolar conte para a sua avaliação?
E vem mais um 8. Desta vez de Novembro e mais 128 mil incomodados, sacrificam um sábado do seu precioso tempo não lectivo para, de todo os pais e das Ilhas, se manifestarem mais uma vez na Avenida que curiosamente se chama da Liberdade.
Liberdade?
Tudo isto esta a acontecer quarenta anos depois do Maio de 68!
E apesar de toda uma classe na rua a protestar a ministra continua cega e surda.
Só não está muda. Continua a dizer tudo o que lhe vem à boca, no seu melhor e mais arrogante estilo.
Desconhece que haja escolas que já tenham suspendido a Processo de Avaliação.
Não vê, logo não lê jornais e não ouve, logo os noticiários não servem para a manter informada.
E os secretários de estado, não a informam?
Mentem!
O que se faz melhor naquele ministério é mentir …
Então, com aquela verborreia toda, pede à jornalista que “Diga à Senhora Ministra” (sic) quais as escolas que já suspenderam a Avaliação.
Ela disse à “Senhora Ministra”??????????
Ela não se enxerga?
Valha-nos Manuel Alegre(1) que, tal como nós, diz que já perdeu a paciência para esta politica de o “Eu quero, posso e mando” …
… e os Alunos de Fafe a quem a ministra se preparava para entregar Diplomas das Novas Oportunidades e que lhe ofereceram Ovos … Ovos para a “Senhora Ministra”!
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E assim a ministra sai com grande ovação
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Informação | SIC Online
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*Bueno, finalmente chegou a devida punição…
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(1) - Alegre, Manuel in OPS!, Revista de Opinião Socialista" de Novembro de 2008
http://www.opiniaosocialista.org/u_numero.htm
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" ... Confesso que me chocou profundamente a inflexibilidade da Ministra e o modo como se referiu à manifestação, por ela considerada como forma de intimidação ou chantagem, numa linguagem imprópria de um titular da pasta da educação e incompatível com uma cultura democrática.
Confesso ainda que, tendo nascido em 1936 e tendo passado a vida a lutar pela liberdade de expressão e contra o medo, estou farto de pulsões e tiques autoritários, assim como de aqueles que não têm dúvidas, nunca se enganam, e pensam que podem tudo contra todos.
O Governo redefiniu a reforma da educação como uma prioridade estratégica. Mas como reformar a educação, sem ou contra os professores? (...)"


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