sábado, 31 de janeiro de 2009

OU FALO AGORA OU ME CALO PARA SEMPRE

Desde que voltei de Cuba que não deixo de reflectir sobre as grandes causas da humanidade.
Fiquei ainda mais sensível ao sofrimento e à injustiça que, meia dúzia de tiranos infringe aos seus semelhantes, quando descobri o blog da Generacion Y, em que estou completamente viciado e a enorme coragem da sua autora que, apesar de viver num pais sem democracia, não deixa de contar/denunciar ao mundo as agruras por que passam os cidadãos na sua ilha.
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Se ela, que vive numa ditadura socialista o faz, então, do que tenho eu medo, que vivo numa democracia estável, consolidada e integrada numa das zonas geográficas mais civilizadas do planeta?
Ou não?
Acho que sim, mas vou pagar para ver!
Vou pagar para ver se realmente é verdade que vivemos mesmo numa democracia, daquelas em que o seu grau de desenvolvimento se mede pelo nível de liberdade de expressão, escrita e oral, que têm os seus cidadãos, em que para além de pensarem, também podem expressar-se e defender livremente as suas mais profundas convicções sem que por isso sejam penalizados.
Vou pagar para ver se realmente no meu país, a denuncia de situações injustas, que já não deveriam acontecer neste rectângulo com 35 anos de democracia, não é penalizada com perseguições, represálias, castigos, mesquinhas vinganças ou deportações, actos proprios de prepotência despótica, da mesma forma que na terra dos Castros.
Mas aqui, em Portugal, é claro que isso não acontece, pois nós vivemos em liberdade.
Uma verdadeira LIBERDADE … sem censuras!

Bueno: Se estiver enganado, emigro para Cuba, pelo menos lá a Yoani vai-se safando.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

AFINAL É DA OCDE OU NÃO É?

“Um relatório da OCDE elogia as reformas do Governo de José Sócrates no Ensino Básico. O primeiro-ministro, visivelmente satisfeito com os elogios, aproveitou-os para criticar os partidos de Oposição. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)apresentou hoje publicamente o seu relatório sobre a política educativa para o primeiro ciclo (2005-2008) em Portugal.”
In – noticias.rtp.pt
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Afinal, os parabéns que, o Sr. Sócrates deu, precipitadamente, a D. Lurdes, pelos brilhantes resultados constantes do relatório da OCDE, relativos às Reformas do Ensino Básico feitas por este governo, não passam de sentidos pêsames, para ele próprio e para a triste figura que andou a fazer ao, mais uma vez, anunciar bombásticamente, o facto de mais um rato ter sido parido por uma montanha.

O relatório, afinal, são só uns rabiscos que foram escritos por uns insuspeitos peritos internacionais, segundo os critérios da OCDE. O relatório, que nunca ninguém explicou por quem foi encomendado, nem porquê, nem para que fins e muito menos com que dinheiro foram pagos tão bons especialistas?

O Relatório, afinal não foi feito por ninguém responsável, pertencente à OCDE:
Esta foi a dura conclusão a que chegamos todos e que o Sr. Primeiro foi obrigado a admitir e engolir.

Será que ele nos estava a mentir para que, com este embuste, nos espetar na cara que as politicas e as Reformas da educação, pelo menos no Básico, foram um sucesso?
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Não acredito que ele nos tivesse a tentar enganar, ele nunca nos deu qualquer razão para suspeitarmos dele, nem agora, nem no passado - nem com o caso Freeport, nem com a sua licenciatura – ele é um homem sério e honesto. Diria mesmo mais: ele é um homem sério e honesto! Ou será que não é?

Bueno – a culpa deve ser nossa, que temos a mania de ver fogo, onde só há muito fumo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A MUSICA QUE SE FAZ POR LÁ

No meu texto anterior falava da Yoani, uma cubana excepcional que espero que todos vocês já conheçam, foi com ela que descobri este cantor cubano, também ele excepcional, chamado Ray Fernandez, que simboliza o melhor da música que existe actualmente em Cuba, quer em termos de cantores de resistência, quer de compositores de poesias fabulosas - Música de intervenção - claro.
Entre muitas outras, destaco “O Livro” (http://www.youtube.com/watch?v=bo_gTkTqQfY&feature=related) também disponível no youtube e que em breve também traduzirei para todos aqueles que não entendem bem o castelhano, ainda mais em calão cubano.

Mas, para já, quero deixar a minha favorita … “Lucha tu Yuca”…
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Enjoy!
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Luta tu Yuca Taíno, luta tu Yuca
luta tu Yuca Taíno, luta tu Yuca
que o cacique delira, que está que preocupa,
tu, Taíno, tu luta tu Yuca.

O cacique mandou contões a contar
à tribo, quer recensear
a cabana que tu ocupas,
prepara-lhe um ritual,
não seja que a declarem ilegal.

Que a jugada está apertada
todo o caney* o sabe,
que não abunda o tapa-rabos
e não cobre o traseiro
que está cara a magia e mais a medicina,
Ai! Que se nos prostituem as garinas.

E que trabalha, trabalha, como sua o indiozinho
e a tribo vive à margem do delito,
que ele não cala o cacique,
não lhe sacia o apetite
que te está pondo fulo o arzinho.

Há furacão, macana* e um bocado de cabuya*
e um fuminho de Cohíba p’ra mabuya*
reunião ao desfile, que já toca ao fotuto*,
que o cacique tem o power,
que o cacique tem o power…
Absoluto.

Mas tu…
Luta tu Yuca Taíno, luta tu Yuca
luta tu Yuca Taíno, luta tu Yuca
que o cacique delira, que está que preocupa,
tu, Taíno tu, luta tu Yuca.

Ai trabalha, trabalha, como sua o indiozinho
ao que ainda pagam com espelhinhos
nas horas de ócio joga ao Batos um bocadinho
porque está caro, muito caro,
porque está caro, muito caro,
o arzinho.

Mas tu luta tu Yuca Taíno, luta tu Yuca,
luta tu Yuca Taíno, luta tu Yuca
que o cacique delira, que está que preocupa
tu, Taíno, tu luta tu Yuca.

Há furacão, macana e um bocado de cabuya*
e um fuminho de Cohíba p’ra mabuya*
reunião ao desfile, que já toca ao fotuto*,
que o cacique tem o power,
que o cacique tem o power,
Absoluto.

E eu não como, no como
se não me dão outra coisa,
já não suporto o picadinho de tinhosa*,
especialmente quando vejo
comendo, quem não é de cá
um suculento bife da manatí*
e…
...e...

...Tu, tu luta tu Yuca Taíno, luta tu Yuca,
luta tu Yuca Taíno, luta tu Yuca,
que o cacique delira, que está que preocupa
tu, Taíno, tu luta tu Yuca
luta tu Yuca.

Que a jugada está apertada
todo o caney* o sabe
que não abunda o tapa-rabos
e não cobre o traseiro
que está cara a magia e mais a medicina
e! Que se nos prostituem as garinas.

E trabalha, trabalha, como sua o indiozinho
e a tribo vive à margem do delito,
que ele não cala o cacique,
não lhe sacia o apetite
que te está pondo fulo o arzinho.

Mas tu luta tu Yuca Taíno, luta tu Yuca
luta tu Yuca Taíno, luta tu Yuca
que o cacique delira, que está que preocupa
tu Taíno , tu luta tu yuca.

Há furacão, macana* e um bocado de cabuya*
e um fuminho de Cohíba p’ra mabuya*
reunião ao desfila, que já toca ao fotuto*,
que o cacique tem o power…
que o cacique tem o power…
Absoluto...
Absoluto...

* Palavras em Calão Cubano de tradução desnecessária e impossível

Bueno: e se, todos os Yucas Taínos, se juntassem e lutassem para libertar a sua ilha, será que a família castro se aguentava muito mais tempo agarrada ao poder?

Nota: Aquela ditadura já morreu mas, ninguém se lembrou de lhe fazer o funeral…

sábado, 24 de janeiro de 2009

De Victória en Victória Hasta la Derrota Final - Siempre

Acabai de adicionar aos “Blogs que sigo” um que se chama “Generacion Y”,. É o Blog de uma cubana que depois de uns anos a viver na Europa e de já ter sido declarada imigrante definitiva, decidiu voltar para a sua terra natal.
Quando decidiu criar um Blog a partir de Cuba, valeu-lhe a pele branca herdada dos seus avós galegos e saber falar alemão. Isto, permitia-lhe entrar nos hotéis, únicos locais em cuba com acesso a internet sem conteúdos controlados, cumprimentar o porteiro em germânico, alugar um computador e escrever livremente. Mas, isto não durou muito; O Governo descobriu mas, ela ganhou um prémio internacional; O Governo suspendeu o Blog mas, ela conseguiu que amigos fora de Cuba lhe publiquem os textos mas, ela não pode ler os comentários que lhe fazem e em cuba os seus textos só podem ser lidos gravados em CD ou Pens.
Basta ler alguns textos para se entender de imediato a verdadeira miséria a que, os miseráveis dirigentes cubanos, reduziram a mísera gente desta paradisíaca ilha.
È tudo verdade, e é muito pior do que se diz por cá.
Só alguém que lá vive, como esta jornalista, que com o seu Blog, já ganhou vários prémios internacionais de jornalismo, consegue, traduzir na perfeição a realidade daquele país.
Mas, qualquer um, que tenha lá ido depois da grande crise dos anos 80, e de se ter fechado a torneira da ajuda russa, se se deu ao trabalho de olhar para os lados, sabe que é esta a dura realidade a que conduziu a “revolução libertadora do imperialismo americano”.
E por que é que ela voltou?



Yoani Sánchez
Licenciada en Filología. Reside en La Habana y combina su pasión por la informática con su trabajo en el Portal Desde Cuba.

Porque esta Generacion, que tem nomes russos, quase todos possuindo a letra “Y”, já não quer fugir de balsa para Miami, quer lutar, ali mesmo, para que a sua terra mude e para que, ao menos, os seus filhos possam vir a usufruir do paraíso que lhes é prometido há 50 anos e que nuncaa mais chega, já que os avós, que acreditaram na revolução, e os pais, que os pariram acreditando nestas promessas e na esperança de dias melhores, deram por mal empregues todos os sacrifícios que lhes foram exigidos e que culmenaram no sacrifício total que vai a caminho de condenar a quarta geração de cubanos.
Se querem realmente entender esta nova Generacion Y cubana, leiam os textos todos que poderem e reparem no número de comentários que eles têm, alguns chegam aos 5.000 (cinco mil - não, não me enganei nos zeros).
Aconselho vivamente a começar a vossa leitura pelo mês de Agosto de 2007, por um que se intitula “Vine y me quedé” onde a Yoani explica tudo por que teve que passar para voltar a ser de novo cidadã cubana de pleno direito, com caderneta de racionamento e tudo.
Para os que não dominarem o castelhano, existe tração mas, é automática por isso, aconselho ler no original.

Bueno: Que se sofra nas guerras como no inferno, eu entendo, mas que se sofra em Cuba que é um paraíso, onde não existiu nem existe nenhuma guerra, não dá para entender …
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