domingo, 18 de outubro de 2009

Não vou bater mais na ceguinha


Tenho lido várias respostas à reportagem que Maitê Proença fez sobre Portugal e os "esquisitos" Portugueses e todas elas bastante pertinentes e de um nível elevadíssimo que se a destinatária alguma vez as chegar a ler, duvido que as compreenda.

Não é para lhe responder ao para a “chingar” que estou aqui. Para vos ser sincero, nada do que vi naquele vídeo sobre nós me chocou ou me ofendeu para além do aceitável. Como sabem, tenho como lema que não nos ofende quem quer mas apenas quem pode… se tem sido uma Italo-Francesa – a Carla Bruni por exemplo – a fazer aquilo, pela sua herança histórica, cultural e até patrimonial, talvez me ofendesse agora, uma brasileira a cuspir no prato que comeu não pode ser ofensa para nenhum português que conheça o verdadeiro valor do povo a que pertence.

Sem dar mais importância ao primeiro vídeo, estou aqui para compartilhar com todos o confrangimento que senti quando vi o segundo vídeo de desculpas que, pretende “limpar a barra” da desavisada, para que as aguas serenem deste lado do Atlântico e possa voltar, ou mesmo até emigrar para Portugal, para fazer alguns trabalhinhos e ganhar alguns €uros, tão apreciados do outro lado.


Neste segundo vídeo, ao invés de melhorar as coisas, ainda piorou mais mas, para o seu lado, continuando a mostrar uma total falta de bom senso, pretendendo justificar o injustificável, alegando a falta de humor dos portugueses. Humor?
Então qualquer coisa serve para fazer humor?
Segundo a actriz, parece que sim!
Eles lá brincam com tudo!
Ela até faz brincadeirinhas com a própria mãe, espante-se!
Embora eu não consiga entender que tipo de brincadeiras ela possa fazer?
Brincará com o fato de a mãe continuar morta?
Ou com o fato de a mãe ter sido assassinada?
Ou com o fato de essa tragédia ter acontecido quando ela era uma adolescente?
Ou com o fato do móbil do crime ter sido o ciúme?
Ou com o fato do assassino ter sido o próprio pai?

Em resumo, não estou a ver onde possa estar a graça de Maitê fazer piadas com a própria mãe, nem a graça das piadas que ela fez connosco mas, isso deve ficar a dever-se ao facto de nós, portugueses, não termos nenhum sentido de humor. Mesmo assim, não consigo ver os bons humoristas brasileiros a conseguir fazer alguma piada inteligente com uma mãe assassinada ou com uma escarradela numa fonte Património da Humanidade.


Bueno: Culta, ela até é! Pena a leitura fazer-lhe tanto calor…
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https://www.youtube.com/watch?v=1cNvmetXEh8

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Madrid dará ao Professor o estatuto de autoridade pública

«Ou de professor e louco, todos temos um pouco»

“Os docentes serão autoridade pública na Comunidade de Madrid. É uma das medidas que introduzirá a futura «Lei de Autoridad del Profesor» que a presidente madrilena, Esperanza Aguirre, vai anunciar amanhã na câmara regional, segundo fontes do seu Executivo, e cujo texto levará ao hemiciclo nas próximas semanas.

A iniciativa de elevar o estatuto dos professores já foi assumida, no ano passado, pela Comunidad Valenciana e existe também, apenas só para os directores dos estabelecimentos de ensino, na Cataluña, desde há uns meses. Neste caso de Madrid, persegue o objectivo de reforçar a figura do professor.

Ao serem reconhecidos como autoridade pública, os professores, do mesmo modo que os polícias, médicos ou os pilotos e marinheiros ao comando de naves, contam com uma protecção especial.
A agressão a qualquer deles, está tipificada pelo Código Penal como atentado contra a autoridade nos Artigos 550 a 553, que prevêm penas de prisão de dois a quatro anos (…)”




Bueno: Aqui somos tratados como criminosos loucos...

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