Quando D. Sebastião decidiu passar a África pela segunda vez, para acabar com Portugal, quase de vez, em Alcácer Quibir, teve que reunir os meios necessários para concretizar o seu projecto. Tarefa bem mais árdua que pedir ajuda ao FMI.
É impressionante como para o mal a história se repete com tão pouca originalidade, pois para o bem nunca há repetições. A maioria dos historiadores, é unânime, em concordar que neste conjunto de medidas, houve sempre um extremo cuidado para não se oprimir o povo miúdo. Da crise em que fomos mergulhados por um visionário míope, com um ego tão grande como o dos Pintos e o dos Sousas, demorámos 60 anos a libertar-nos, mas se era para isto, antes nunca o tivéssemos feito! Será que desta vez a história se vai repetir? Não! Espanha continua aqui tão perto mas, desta vez, nem em troca da ETA aceitam os Tugas.
Bueno: Podemos sempre esperar sentados que D. Sebastião volte para nos salvar.
E a propósito de este outro celerado da nossa história, o Museu Rietberg, em Zurique, Suíça, inaugurou dia 28 de Novembro, a exposição "Marfins Cingaleses do Século XVI", que tem em destaque uma tela com um retrato inédito de D. Sebastião, da autoria de um pintor espanhol, Alonso Sanchez Coello, pintada na corte portuguesa em 1562 e cujo paradeiro era ignorado desde há quatro séculos. Na verdade, a obra estava na Áustria, no castelo Schonberg, mas as autoridades julgavam estar perante a pintura de um nobre local, até que repararam num cão que transportava as armas portuguesas. Em simultâneo, serão mostrados na exposição dois outros quadros da mesma época, que retratam a rua Nova dos Mercadores de uma Lisboa pré-pombalina. As duas telas foram encontradas numa casa senhorial inglesa e não estavam identificadas com Lisboa. A exposição vai prolongar-se até ao dia 13 de Março de 2011.
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2 comentários:
Bueno, como tu dizes, cá estamos entregues aos Varas, aos Pintos e aos Sousas, cinco séculos depois.Um bando de salteadores de Riba Covilhã que desceram os Montes Hermínios em direcção à capital para nos espoliar os bolsos e sugar a alma.
Como me apetecia fugir, emigrar, ver essa exposição na Suíça com tão apetitosa descrição.
Fico-me pelo meu quartinho a ler as Dez mil Guitarras da Catherine Clément que nos oferece uma deliciosa versão da personalidade do nosso reizinho queixotesco e do seu bada. Pelos vistos não morreu nos areais, até casou com uma princesa mourisca e teve prole.-)))Bem imaginado.
Bem ao menos D. Sebastião pagou com a vida... não se sumiu numa noite de nevoeiro como o Dias de Loureiro.
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