(Como vai dar para entender, pelo que vão ler de seguida, este post já deveria ter sido publicado há muito tempo mas, faltou-me a coragem, tive medo de também levar com um processo em cima; mas agora pensei: “ Se isso acontecer, faço como a Felgueiras, fujo para o Brasil e só volto quando a ala penitenciária de luxo, para os criminosos do caso Freeport, estiver construída. Para o Brasil não, para a Argentina que é mais civilizada que o Brasil e mesmo que Portugal”. E pensando assim, decidi-me a postar!)
A lei da rolha e a censura estão de volta…
Na melhor tradição Judaico-cristã, na Pascoa há que sacrificar um carneiro e libertar um criminoso:
- O rei Herodes, não vê, não ouve e não fala… é natural, na praia da Coelha é tudo muito limitado! Tive lá e pode confirmá-lo in loco agora nas férias da Pascoa;
- Pilatos, sai de Palmela, para ir chafurdar as mãos nas águas poluídas do Tejo, lá para as margens de Alcochete… e vai deitando areia para os olhos do povo e tentando não sujar muito as mãos com possíveis casos de pressão – Arterial – deve ser? Não há pressão alta para ninguém.
- O Criminoso, desta vez, não vai ser libertado, porque continua à solta… nunca chegou a ser preso ao contrário dos do caso Casa Pia que foram soltos e nunca mais voltaram a ser presos, (sabem-me dizer se o julgamento já acabou? Se para além do Carlos Silvino vai haver mais algum culpado?). Esqueçam isto agora não interessa nada…
- E salva-se João Miguel Tavares, se não, não tínhamos carneiro e não tínhamos tido Pascoa… ele é o cordeiro levado ao matadouro… diante dele se volto o rosto… E podia continuar com a letra tirada da Bíblia que prossegue dizendo “maltratado, escória dos homens, Barão das dores, conhecedor de todas as misérias…” que, e apesar de se referir a Jesus, poderia perfeitamente aplicar-se a este, e a muitos outros jornalistas que, os dirigentes governamentais portugueses, querem silenciar por fazerem investigação e saberem podres demais. Tudo muito parecido com o modos operandi na terra dos Castros. Aqui não há um Raul irmão de um Fidel, mas há um Zezito, primo do filho de um tio e irmão dum filho da mãe. E quem se lixa, ao igual de na ilha caribenha, são todos os que querem fazer uso de um direito que lhe está consagrado na constituição – A Liberdade de expressão. Ficar calados era a obrigação desses jornalistazinhos de meia tigela… e se não se calam levam com o PS, é bom que se habituem como diz o Coelho (não o da pascoa), pois no PS há muitos cujo hobby favorito é malhar. Malhar à esquerda, malhar à direita e levar tudo por diante quando se trata de informação relevante para o caso da desanexação da Reserva de Alcochete.
E depois acusam-nos de quebrarem o segredo de justiça. Que culpa têm eles que quem trabalha com a Justiça, dê com a língua nos dentes. Também se não fosse assim, ainda estava tudo por vir à baila e possivelmente os tribunais estariam vazios à custa de tantos paninhos quentes para abafar casos escaldantes. Ou ainda pior, de não poderem opinar. À semelhança de Cuba, onde as liberdades e garantias não são respeitadas, agora também, em Portugal, os jornalistas que pretenderem escrever artigos de opinião, dizendo de sua justiça, o que lhes vai na alma, vão para o paredão. O que me assusta nisto tudo, é que com a chegada de Obama à Casa Branca, o problema Cubano parece estar em vias de se resolver, ao passo que o nosso, está cada vez mais, em vias de se agravar. Passo a passo, vamos ficando cada vez mais limitados no que podemos escrever e qualquer dia, também, no que podemos pensar. Para nos limitar estão aí as maiorias… e as eleições à porta!
Mas, afinal o que é que João Miguel Tavares disse de tão especial?
Foi ter começado o seu artigo com a lapidar verdade de que “Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina.”? Se foi, então vou ter que concordar com Miguel Portas quando diz que “o primeiro-ministro comete um erro táctico, um erro político, um erro pessoal e - acima de tudo - um erro moral.” Mas, se foi pelo que o jornalista diz em todo o seu artigo e nomeadamente quando lembra a Sócrates que nem sempre o povo legitimisa e inocenta o seu líder, lembrando para tal os casos de Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro e Isaltino (acrescento eu), vou ter que concordar outra vez com o irmão do Paulo quando acaba o seu artigo dizendo: “Seja como for, neste caso entre um Sócrates e um Tavares, eu não poderia deixar de estar do lado do Tavares. E não é por nepotismo: ele não é meu primo, nem filho do meu tio”.
Já todos entendemos onde se quer chegar com este tipo de atitudes; os professores já o sabem desde que este governo começou a pensar que “reina” em regime absoluto. Que cobardia é esta de se atacar os mais frágeis, por delito de opinião, utilizando armas desproporcionalmente inadequadas. É só para fazer uma demonstração de poder? Não! Nós sabemos que não! Nós sabemos qual é o objectivo. E pior do que sabermos, estamos a começar a convencer-nos de que estes meios são eficazes para atingir os respectivos fins. Vale tudo, como Maquiavel ensinou ao seu príncipe Cesar Borgia. Até o Mário Crespo já guarda as suas crónicas na carteira… com todas as cautelas, e inventa ministérios com nomes de paz e amor. Vejam como até já ele acha que ninguém está a salvo: "Estava um dia frio e límpido de Abril e os relógios batiam treze badaladas" e eu dei comigo a pensar: 'Se calhar o melhor é passar um pano encharcado em creolina sobre isto tudo e deixarmo-nos de coisas porque a melhor política é o trabalho e qualquer dia… toca-me a mim'.”
E mesmo assim pouco se compromete, preferindo usar frases de outros pois, no “PS” final explica-nos que "As frases entre aspas, mais inspiradas, são do 1984 de George Orwell. As menos inspiradas são de 2009". Já não chama os bois pelos nomes mas, ainda vai dizendo o que pensa para depois rematar com uma máxima do Capital de Marx: "muda-lhes os nomes e esta é a tua história".
Agora que a lei da rolha impera, e que os jornalistas pensam várias vezes antes de opinar, (se acontece com eles, não havia de ter acontecer comigo?) vamos ver se se salvam os músicos de intervenção. O que não lhes falta são motivos que estimulem a sua criatividade… como antigamente! Voltem que já temos saudades de vos ouvir! Voltem que já estão reabilitados! E enquanto não aparecem, e começam a fazer rimas com o Harry Potter, contentemo-nos com Rui Veliso…
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Bueno: Ainda há imaginação que baste para nos recordar tanta mentira junta, tanta promessa descaradamente falsa.
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A lei da rolha e a censura estão de volta…
Na melhor tradição Judaico-cristã, na Pascoa há que sacrificar um carneiro e libertar um criminoso:
- O rei Herodes, não vê, não ouve e não fala… é natural, na praia da Coelha é tudo muito limitado! Tive lá e pode confirmá-lo in loco agora nas férias da Pascoa;
- Pilatos, sai de Palmela, para ir chafurdar as mãos nas águas poluídas do Tejo, lá para as margens de Alcochete… e vai deitando areia para os olhos do povo e tentando não sujar muito as mãos com possíveis casos de pressão – Arterial – deve ser? Não há pressão alta para ninguém.
- O Criminoso, desta vez, não vai ser libertado, porque continua à solta… nunca chegou a ser preso ao contrário dos do caso Casa Pia que foram soltos e nunca mais voltaram a ser presos, (sabem-me dizer se o julgamento já acabou? Se para além do Carlos Silvino vai haver mais algum culpado?). Esqueçam isto agora não interessa nada…
- E salva-se João Miguel Tavares, se não, não tínhamos carneiro e não tínhamos tido Pascoa… ele é o cordeiro levado ao matadouro… diante dele se volto o rosto… E podia continuar com a letra tirada da Bíblia que prossegue dizendo “maltratado, escória dos homens, Barão das dores, conhecedor de todas as misérias…” que, e apesar de se referir a Jesus, poderia perfeitamente aplicar-se a este, e a muitos outros jornalistas que, os dirigentes governamentais portugueses, querem silenciar por fazerem investigação e saberem podres demais. Tudo muito parecido com o modos operandi na terra dos Castros. Aqui não há um Raul irmão de um Fidel, mas há um Zezito, primo do filho de um tio e irmão dum filho da mãe. E quem se lixa, ao igual de na ilha caribenha, são todos os que querem fazer uso de um direito que lhe está consagrado na constituição – A Liberdade de expressão. Ficar calados era a obrigação desses jornalistazinhos de meia tigela… e se não se calam levam com o PS, é bom que se habituem como diz o Coelho (não o da pascoa), pois no PS há muitos cujo hobby favorito é malhar. Malhar à esquerda, malhar à direita e levar tudo por diante quando se trata de informação relevante para o caso da desanexação da Reserva de Alcochete.
E depois acusam-nos de quebrarem o segredo de justiça. Que culpa têm eles que quem trabalha com a Justiça, dê com a língua nos dentes. Também se não fosse assim, ainda estava tudo por vir à baila e possivelmente os tribunais estariam vazios à custa de tantos paninhos quentes para abafar casos escaldantes. Ou ainda pior, de não poderem opinar. À semelhança de Cuba, onde as liberdades e garantias não são respeitadas, agora também, em Portugal, os jornalistas que pretenderem escrever artigos de opinião, dizendo de sua justiça, o que lhes vai na alma, vão para o paredão. O que me assusta nisto tudo, é que com a chegada de Obama à Casa Branca, o problema Cubano parece estar em vias de se resolver, ao passo que o nosso, está cada vez mais, em vias de se agravar. Passo a passo, vamos ficando cada vez mais limitados no que podemos escrever e qualquer dia, também, no que podemos pensar. Para nos limitar estão aí as maiorias… e as eleições à porta!
Mas, afinal o que é que João Miguel Tavares disse de tão especial?
Foi ter começado o seu artigo com a lapidar verdade de que “Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina.”? Se foi, então vou ter que concordar com Miguel Portas quando diz que “o primeiro-ministro comete um erro táctico, um erro político, um erro pessoal e - acima de tudo - um erro moral.” Mas, se foi pelo que o jornalista diz em todo o seu artigo e nomeadamente quando lembra a Sócrates que nem sempre o povo legitimisa e inocenta o seu líder, lembrando para tal os casos de Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro e Isaltino (acrescento eu), vou ter que concordar outra vez com o irmão do Paulo quando acaba o seu artigo dizendo: “Seja como for, neste caso entre um Sócrates e um Tavares, eu não poderia deixar de estar do lado do Tavares. E não é por nepotismo: ele não é meu primo, nem filho do meu tio”.
Já todos entendemos onde se quer chegar com este tipo de atitudes; os professores já o sabem desde que este governo começou a pensar que “reina” em regime absoluto. Que cobardia é esta de se atacar os mais frágeis, por delito de opinião, utilizando armas desproporcionalmente inadequadas. É só para fazer uma demonstração de poder? Não! Nós sabemos que não! Nós sabemos qual é o objectivo. E pior do que sabermos, estamos a começar a convencer-nos de que estes meios são eficazes para atingir os respectivos fins. Vale tudo, como Maquiavel ensinou ao seu príncipe Cesar Borgia. Até o Mário Crespo já guarda as suas crónicas na carteira… com todas as cautelas, e inventa ministérios com nomes de paz e amor. Vejam como até já ele acha que ninguém está a salvo: "Estava um dia frio e límpido de Abril e os relógios batiam treze badaladas" e eu dei comigo a pensar: 'Se calhar o melhor é passar um pano encharcado em creolina sobre isto tudo e deixarmo-nos de coisas porque a melhor política é o trabalho e qualquer dia… toca-me a mim'.”
E mesmo assim pouco se compromete, preferindo usar frases de outros pois, no “PS” final explica-nos que "As frases entre aspas, mais inspiradas, são do 1984 de George Orwell. As menos inspiradas são de 2009". Já não chama os bois pelos nomes mas, ainda vai dizendo o que pensa para depois rematar com uma máxima do Capital de Marx: "muda-lhes os nomes e esta é a tua história".
Agora que a lei da rolha impera, e que os jornalistas pensam várias vezes antes de opinar, (se acontece com eles, não havia de ter acontecer comigo?) vamos ver se se salvam os músicos de intervenção. O que não lhes falta são motivos que estimulem a sua criatividade… como antigamente! Voltem que já temos saudades de vos ouvir! Voltem que já estão reabilitados! E enquanto não aparecem, e começam a fazer rimas com o Harry Potter, contentemo-nos com Rui Veliso…
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Bueno: Ainda há imaginação que baste para nos recordar tanta mentira junta, tanta promessa descaradamente falsa.
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1 comentário:
A verdadeira crise é a intelectual e contra essa já estás a dar um bom contributo. Não te desesperes! Em último caso podes inspirar-te em Manuel Alegre e apanhares "Um Barco para Ítaca"...
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