Tenho lido várias respostas à reportagem que Maitê Proença fez sobre Portugal e os "esquisitos" Portugueses e todas elas bastante pertinentes e de um nível elevadíssimo que se a destinatária alguma vez as chegar a ler, duvido que as compreenda.
Não é para lhe responder ao para a “chingar” que estou aqui. Para vos ser sincero, nada do que vi naquele vídeo sobre nós me chocou ou me ofendeu para além do aceitável. Como sabem, tenho como lema que não nos ofende quem quer mas apenas quem pode… se tem sido uma Italo-Francesa – a Carla Bruni por exemplo – a fazer aquilo, pela sua herança histórica, cultural e até patrimonial, talvez me ofendesse agora, uma brasileira a cuspir no prato que comeu não pode ser ofensa para nenhum português que conheça o verdadeiro valor do povo a que pertence.
Sem dar mais importância ao primeiro vídeo, estou aqui para compartilhar com todos o confrangimento que senti quando vi o segundo vídeo de desculpas que, pretende “limpar a barra” da desavisada, para que as aguas serenem deste lado do Atlântico e possa voltar, ou mesmo até emigrar para Portugal, para fazer alguns trabalhinhos e ganhar alguns €uros, tão apreciados do outro lado.
Então qualquer coisa serve para fazer humor?
Segundo a actriz, parece que sim!
Eles lá brincam com tudo!
Ela até faz brincadeirinhas com a própria mãe, espante-se!
Embora eu não consiga entender que tipo de brincadeiras ela possa fazer?
Brincará com o fato de a mãe continuar morta?
Ou com o fato de a mãe ter sido assassinada?
Ou com o fato de essa tragédia ter acontecido quando ela era uma adolescente?
Ou com o fato do móbil do crime ter sido o ciúme?
Ou com o fato do assassino ter sido o próprio pai?
Em resumo, não estou a ver onde possa estar a graça de Maitê fazer piadas com a própria mãe, nem a graça das piadas que ela fez connosco mas, isso deve ficar a dever-se ao facto de nós, portugueses, não termos nenhum sentido de humor. Mesmo assim, não consigo ver os bons humoristas brasileiros a conseguir fazer alguma piada inteligente com uma mãe assassinada ou com uma escarradela numa fonte Património da Humanidade.
Bueno: Culta, ela até é! Pena a leitura fazer-lhe tanto calor…
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https://www.youtube.com/watch?v=1cNvmetXEh8


8 comentários:
Uma vez urinei no Mississipi e espero que ninguém se sinta ofendido... quanto ao teu artigo. muito bom, ganhou muito com a foto!
Nem sempre a beleza feminina considerada enquanto possível manifestação do Belo deve ser associada à noção de comportamento fútil. Mas, naqueles casos em que se revela um total desconhecimento do que é o Bem parece ser legítima a analogia...
Há uma certa diferença entre uma Rosa e uma couve-flor mas... não estamos propriamente a contemplar "Still Life with French Novels and a Rose" de Vincent Van Gogh... pelo que devemos ser compreensivos...
Sabes Joãozinho não fiquei nada indignada com as pretensas piadas da Maitêzinha.
Na altura não as vi, mas depois, quando tive oportunidade, achei - as tão tristes.Fiquei perplexa. Eram para ser piadas?! Eram tão desconchavadas, tão insípidas e sensaboronas que...onde estava a graça? Perder tempo com aquilo para quê?! Parecia-me antes atraso mental a tentar ter graça.
À Maité acho-a uma mulher lindíssima. Tem encarnado papéis muito interessantes e realçados pela sua beleza. É isso que retenho dela. A actriz. Como pessoa e mulher nada sei.Não me diz nada. Não sei se é inteligente, interessante, culta ou limitada , desinteressante ou uma cabecinha de ar, parvinha.
Nunca achei grande piada a quem goza com as fragilidades dos povos. Todos as têm.Nenhum povo está acima de outro.Somos apenas diferentes e frágeis. Foi essa ideia absurda de superioridade que conduziu à torpe raça ariana. E por aqui me fico nos considerandos.
Meu querido
Hoje gostaria de falar aqui da tradição portuguesa «Pão por Deus».( Não tens nenhum texto onde isto se insira por isso aqui vai. Faz o que entenderes dele.)
O dia 1 de Novembro em Portugal era tão bonito na minha infância, na aldeia. As mães faziam - nos, na máquina de costura, um saquinho - lindo - de coloridos retalhos de pano.Dos mais bonitos que havia lá em casa. E os meninos da aldeia, em bando, logo cedo, iam de porta em porta pedir o «pão por Deus». A algazarra e as correrias eram grandes. As pessoas acolhiam - nos com alegria, outras achavam -nos um chatos. Davam -nos romãs, maçãs de inverno, figos passados, pinhões, nozes, amêndoas, rebuçados e até uns tostões. Nós agradecíamos e já conhecíamos, de ano para ano, as melhores casas onde bater.Os sacos ficavam tão cheios, tão cheios, que as mães tinham de nos ajudar a levá-los para casa. Ficávamos cansados e muito felizes. Repartíamos uns com os outros o que cada um tinha a mais e sobrava sempre um pouco.Pensava que esta tradição já tinha acabado e sido substituída pelas bruxas americanas que invadem os centros comerciais, nesta época, mas há pouco, pelo telefone, um amigo disse-me que na periferia de Lisboa, no Cacém, os meninos ainda hoje lhe bateram à porta do prédio a pedir "pão por Deus". Maravilha. As bruxas americanas ainda não mataram os nossos meninos portugueses e a tradição perdura.
Lembro aqui também o pequeno livro «Esteiros» que sempre me encanta, e onde volto sempre inúmeras vezes, e onde esta tradição está registada para sempre com aqueles meninos: O Gaitinhas, O Gineto que nas margens do Tejo assaltavam os pomares para poderem ter as vitaminas que hoje os meninos tomam em frascos e enchiam a barriga uma única vez por ano, no dia de «Pão por Deus». No resto do ano passavam fome e trabalhavam nos telhais, aos 5 anos. Pobres meninos que nunca foram à escola e foram vítimas de um Portugal salazarento e pobre.
João:
Não vi o que Maitê disse, mas fiquei sabendo que foi infeliz. Errou, reconheceu o erro, pelo que me disse, e ponto final.
Agora, sinto que tua amargura está indo muito além do que o necessário. Errou Maite e está você, aqui, errando ao colocá-la nua em seu blog. Pensavas em desonrá-la també? Triste...
Aqui no Brasil faz-se piadas de loiras. Dizem que as loiras não são um primor de inteligência. As loiras brincam junto, não se ofendem. Aí em Portugal, bem sabemos aqui, fazem piada com os brasileiros, como Maitê fez com os portugueses. Será que é preciso tanta preocupação como esse fato?
Abraços.
Oi Claudinha!
Cai na real, tá!
Se você gosta assim tanto de sua amiga diz pra ela ir mais vezes no ginásio e na depilação, viu!
Beijocas Kriduxxxas from Portugal.
Ainda aqui está esta parva?
Não há paciência!...
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