Mas demorei a descobrir.
Deve ser porque só escrevo à noite quando o cérebro do docente está cansado, depois da loucura do dia a dia. Felizmente existe o Kit Kat.
Mas, é à noite que normalmente corrigimos os trabalhos e os testes dos nossos alunos, preparamos as aulas, fazemos fichas e exercício e tudo o que um docente tem que fazer na sua componente não lectiva, que varia entre 7 a 13 horas semanais. E tudo isto tem que ser feito nas nossas casas, devido à falta de condições que existem nas nossas escolas.
Com isso a nossa ministra não está preocupada mas, mesmo assim obriga-nos a ficar horas a fio nas escolas onde perdemos o nosso precioso tempo, sem que se possa aproveita-lo bem. Como quando estamos escalados para aulas de Acompanhamento dos Alunos na Ausência Imprevista do Professor (não confundir com aulas de substituição e muito menos com aulas supre-lectivas, como o Sousa Tavares lhe chama), que nunca chegam a ser dadas pois os alunos já descobriram como fintar a ministra, pelo menos no caso dos professores que se deslocam para a escola de carro.
Acho que quando o Valter Lemos descobrir isto vai obrigar os professores a deslocarem-se para os estabelecimentos escolares em transportes públicos, mesmo aqueles que estão colocados a dezenas ou centenas de quilómetros de casa.
Mas, como somos nós que temos desenvolvido, nos nossos alunos, as capacidades para se adaptarem e aplicarem os conhecimentos em novas situações, logo logo, eles vou arranjar novas estratégias para nos continuar a fintar. (A nós?)
Bueno, lá continuaremos nós a olhar para a parede, que já não tem crucifixo nem retratos dos dirigentes da nação. E ainda bem que não tem. Já imaginaram a galeria de horrores e já pensaram o tamanho que teriam que ter as arrecadações das instituições públicas para guardar tanta fotografia?
Fotografia, é isso! A minha deixa.
Já me tinha esquecido que isto tudo era para tentar colocar uma foto aqui.
Vou tentar então.
Vamos ver se resulta.
Mas, não sei que foto pôr. Sabem como é?
A primeira vez … é sempre difícil.
Estou que não posso.
Ponho?
Não Ponho?
Qual Ponho?
… vou pôr uma minha.

Uma fotografia em homenagem ao Inverno Europeu, que acabou hoje felizmente, e que eu este ano passei na América do Sul.


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