Descubra as diferenças
Não se fala de outra coisa no meio doutoral, que não seja da Avaliação de Docentes.
Já não posso mais ouvir tantas mentiras e tanta gentinha a falar do que não sabe, não entende e não se esforça para se informar. É moda e fala-se!
Dou apenas como exemplo, o caso do nosso espírito brilhante e iluminado, que é o Comentador Professor Doutor etc. Miguel Sousa Tavares (1)que, cada vez que abre a boca para falar de algum assunto do qual eu tenho uma mínima noção, é fácil reconhecer de imediato inúmeras alarvidades, e em se tratando de educação então, as barbaridades são água encanada caída do céu aos gurgurões.
Mas, não é para falar desta chatice, nem destes chatos, que eu me sentei ao computador.
É antes, para partilhar uma anedota que me aconteceu na passada quinta-feira mas, que me saiu do pelo e ainda me vai sair mais.
Quando, em vez de dar as minhas aulinhas (que ainda vou ter que repor, claro), me convenceram a participar de uma sessão de esclarecimento sobre o tema, eu tentei resistir.
Eu bem que estava renitente mas, fui com @s outr@s, tentando convencer-me que era capaz de sair de lá algo mais enriquecido. Santa ingenuidade…
Eu bem que desconfiei, aquela coisa cheirava-me a lavagem ao cérebro, a intoxicação de neurónios, a coisas da idade do PREC.
Mas, como este governo já conseguiu o inimaginável: Pôr-me a aplaudir o Carvalho da Silva na manif do Sábado Glorioso, e talvez mesmo consiga pôr-me a votar PC nas próximas eleições, acabei por ir.
Já estou por tudo.
Como estou arrependido… e as aulas que ainda vou ter que repor… não me conformo… como é que isto me foi acontecer… assim ainda, com este tipo de atitude, vou ter que dar razão ao comentador da TVI e concordar com a ministra quando diz que, a maioria das Escolas estão a fazer os TPC’zinhos com muito amor, carinho e dedicação.
Mas vamos ao título em epígrafe: Estava o nosso painel a diletar, sobre as aulas assistidas que fazem parte do processo de avaliação, quando, a Professora Dr.ª Ângela Rodrigues depois de, algum tempo a fazer equilibrismo em cima do muro, mantendo o suspense sobre para que lado iria cair, decidiu atirar-se de cabeça para o lado mais fofinho e teve a brilhante inspiração, para desdramatizar o facto de se ter um corpo estranho dentro da nossa sala de aula, de se sair com esta dissertação comparativa sobre o tema:
“Não entendo porque é que os professores têm tanto medo que alguém vá assistir às suas aulas.
Os médicos, os Professores Doutores, sentem-se prestigiados quando os colegas e os alunos vão assistir às suas operações.
Aí, eu finalmente entendi muita coisa e dei por bem empregue o meu tempo:
Como as nossas aulas já são assistidas pelos nosso alunos, (poucos e nem por isso muito bons), devem agora também, passar a ser assistidas por colegas que, obviamente sabem menos que nós do assunto e vão lá para aprender qualquer coisa com as nossas práticas pedagógicas que vimos desenvolvendo ao longo de décadas.
Discordam?
Se pensarem nos vossos avaliadores, vão ver que estão de acordo comigo, eu próprio, que também sou avaliador, já me vejo a aprender imenso quando for assistir às aulas de Educação Física. Só espero não sair de lá todo lesionado.
Mas, o que mais gostei na comparação foram as diferenças que não foram salientadas.
Eu explico:
Nós temos à nossa frente alunos que, o difícil é conseguir sentá-los;
Os Professores Doutores têm na sua frente um paciente deitado e anestesiado;
Eles, se as coisas derem para o torto, é o paciente que sofre as consequências, em última instância morre;
Nós, se as coisas correrem mesmo mal, transformamo-nos em pacientes e na melhor das hipóteses sobrevivemos.
Bueno, é isso que melhor sabemos fazer…
1) http://educar.wordpress.com/


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