Hoje ainda me devia sentir em férias mas, como é Domingo, não consigo já ter essa sensação. Fiz um interregno na pausa lectiva carnavalesca, na 5ª Feira, para dar uma mão cheia de aulas a tarde toda, até reposições fiz mas, como não me tive que levantar às sete da manhã e não tive nenhuma reunião, daquelas que duram a tarde inteira e me deixam com dor de cabeça, isso não conta. Até foi um prazer poder passar a tarde toda a fazer o que gosto com sol e numa sala já menos gelada e sair ainda com alguma claridade no horizonte; Não confundir com luz ao fundo do túnel, que essa foi desligada para poupar devido aos tempos de crise. Mas já havia no ar um cheiro a Primavera.
.
.
.Mas, com a proximidade de uma semana cheia de madrugadas, o tempo estragou-se no sábado e hoje caiu do céu aquela dêpre de Domingo. E ainda tenho que acertar os sonos esta noite, que é o mesmo que dizer, fazer uma directa talvez a ler pois o meu fígado nega-se a sair mais uma noite. Quem é que pode ter sono à meia-noite depois de andar dez dias a deitar-se às quatro da manhã, na melhor das hipóteses?
.
.
Bueno: Carnaval na rua, Pascoa onde Deus quiser… e até lá há que sacrificar a carne pois estamos na Quaresma.
.


3 comentários:
Belo hino à noite e à luz. Nem Antero de Quental conseguiu tanta inspiração, in "Raios de Extinta Luz": "Eu amo a noite às horas sossegadas
Que o Senhor manda à terra, como bálsamo
A tanta dor que a punge, e o sol do dia
Parece escarnecer com tanto brilho,
Nem sabe respeitar; quando o silêncio
Com manto protector envolve os tristes,
Os que choram saudades; quando o orvalho
Refresca o seio à flor, e em cada balsa
A viração perpassa suspirando;
Quando é mais puro o ar, mais doce a brisa,
Mais sumidos, mais vagos os rumores,
E detrás da montanha, saudosa
Como a virgem dos sonhos, surge a lua.(...)"
Guardai in alto...
A vida de um professor! Aposto que parte desse loucura foi feita em cima de um Magalhães!
Tou cheia de pena, de ti, meu pobre João -) Depressão pós Carnaval. Xi, ao que chegámos no ocidente. Riquinhos e desocupados.
-) Não têm que ganhar o pão com o suor do rosto. Ping ping.
Ontem reconciliei-me com o cinema. Uhf. Diverti-me. Fui ver o "Um dia de cada vez". Muito europeu, muito londrino, muito fresco. O universo feminino urbano, na sua versão ligeira. Bem disposto mas filosófico. Despretensioso. A ver quando a depressão pós parto, digo Carnaval, ataca.
Enviar um comentário