Para quem nunca tenha ouvido falar de Florence Foster Jenkins, deixo aqui este vídeo para depois de o verem continuarmos a falar:
I Capítulo - De morrer a rir
Agora que esta introdução ilustrada e audível está feita, para que os menos melómanos também possam entender do que falo, vamos ao que interessa:
Recebi um e-mail dizendo “Vale a pena ouvir” seguido de um endereço do Youtube onde eu carreguei de imediato, para ver do que se tratava, dado conhecer o bom gosto do remetente.
Devo confessar que o que se seguiu ultrapassou todo o que eu poderia estar à espera, em particular porque fiz juízos precipitados, julgando apenas pelas aparências do que me foi mostrado nos primeiros segundos: aquele lanchinho, aqueles esgares, aquele meneio de cintura, aquela roupa, aqueles sapatinhos, aquele penteado...enfim... aquela figura recheada de tudo aquilo que nos serve de (más)referências!
Ao ver a personagem que apareceu nas imagens a falar com os entrevistadores, pensei logo para comigo: Ai vem outra Florence, isto deve ser de morrer a rir – dai a introdução que tive que fazer. E quando percebi que ia cantar uma das minhas músicas favoritas "I Dreamed a Dream", ainda mais se me tornou presente o ruído da voz da Florence a cantar "Der Hölle Rache" da Die Zauberflöte de Mozart ("A Rainha da Noite" da Fláuta Mágica) outro top 10 das minhas preferências.
II Capítulo - De ir às lágrimas
Eu podia já escrever agora a conclusão mas isso iria estragar a surpresa que vos aguarda por isso vamos deixar as conclusões para o final e antes vejam o vídeo que se segue.
Apenas adianto que é de ir as lágrimas, e não deve ser visionado por gente em período de sensibilidade mais acentuado. Também não é aconselhável a homens lamechas nem a mulheres menstruadas ou grávidas.
Bom visionamento e tenham muitos lenços de papel à mão e não deixem de reparar no sorriso que ela faz antes de começar a cantar; de certo que ela já sabia o que nos ia oferecer e a estupefacção que iria provocar em todos nós, se não, não teria rido daquela maneira... riu de quem? De nós e riu-se muito bem!
Desculpem não poder apresentar aqui o vídeo pois, a incorporação foi desactivada mediante solicitação dos autores do programa, por isso, vão ter que ir vê-lo ao youtube no link abaixo – mas vão antes de continuar a ler e no final façam retroceder porque saíram desta pagina, não se esqueçam.
Houve lagrimazinhas traiçoeiras?
Não sei se lhes aconteceu o mesmo que a mim mas, quando ela fez soar as primeiras notas, senti-me um idiota de um preconceituoso. Como podemos andar por aí julgando as pessoas que não conhecemos de parte alguma só pela sua aparência?
Eu comovi-me bastante; e depois? Não posso, não?
Não choram também os homens?
Deve ser muito lamechas ou estar a atravessar um período de maior sensibilidade, pensam os mais machos e machas. Não me importo: Há quem goste de mim assim como sou… e nem são assim tão poucas pessoas!
Mas também devo confessar, para ser totalmente honesto, que parte das lágrimas foram de raiva e de desgosto por pertencer a esta categoria de primatas que se deixa rasteirar a todo o momento por um cérebro que pensa... de mais?… mas só pensa, nunca aprende nada!
Bueno: Por gente como nós é que à mulher de César não basta ser honesta, tem que parece-lo.
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