domingo, 12 de abril de 2009

El Librero

A pedido de muitas famílias – Finalmente o vídeo que tinha desaparecido do Youtube… já está aqui...
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O LIVREIRO

O que sei… o que sei não o aprendi na rua
O que sei foi estudando, e que vá
Foram tantas e tantas leituras
Que a larga medida total
Foram tantos e tantos os livros
A mim os livros me confundiram mais
Eu lhes dou este são conselho
A todo aquele que gosta de ler
Quem pretenda chegar a velho
Que aprenda a desconfiar do papel
Porque o Papel … O papel de nobreza aparente
Que o inventa sem tinta e sem tonga
Evito o tom que é tão resistente
Suporta todo o que se lhe ponha
Façam fila, estou oferecendo
A minha literatura universal
Há Goethe, Victor Hugo, Cervante
Dostoievki, Nietzsche e Thomas Mann
Façam fila para literatura
Vem mais quentinho que o pão
Mário Puzo (...)
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Bueno: Amanhã traduzo o resto... a melhor parte ainda está para vir.
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2 comentários:

Ariadne disse...

No entrelaçamento da transparência e da opacidade em que se traduz o jogo da reversibilidade entre o homem e e o mundo só a cor e a palavra são condição de visibilidade. A Literatura, a Filosofia, o Pedantismo e a Psiquiatria (essa fusão a que nos habituou um dos meus favoritos, Irvin Yalom) reconstituem potências de significação, nascimentos do e de sentido, por vezes, sentidos selvagens que são expressões possíveis das experiências humanas, trazidos ao domínio especial da linguagem. Mas, como diria M.M.Ponty, um dos meus filósofos preferidos, só a visão do pintor é nascimento continuado implicando uma aprendizagem do ver. O olhar do artista, do pintor, em particular, que apalpa as coisas visíveis e se entrelaça nelas é mais impressionado pelo impacto do Mundo celebrando a sua mão o enigma da visibilidade. Talvez devido ao reconhecimento da necessidade de maturação da visão Cézanne tenha pintado 70 vezes a Montanha de Santa Vitória. A visão devoradora do pintor capta o ser ante-predicativo que está antes de qualquer consciência. A arte é mais autenticamente expressiva do que a literatura ou o pensamento poético porque é instauração acrescentando linguagem ao silêncio, visível ao invisível, dito ao não dito, ser ao não ser. Quando o Ser é descrito em termos de visibilidade caminhamos para uma Ontologia da visão e uma Estética Instauradora. É o que acontece na pintura que serve de modelo à compreensão e à visão do ser. Heidegger, outro dos meus eleitos, ao eleger o quadro de Van Gogh, "Sapatos de Camponês", fala-nos da necessidade do cruzamento entre o primado da singularidade, da natureza singela das coisas, e o retorno às coisas mesmas. Klee e Andé Marchand também afirmaram que as coisas os olhavam e se expressavam: "Numa floresta, eu senti muitas vezes repetidas que as árvores me olhavam e me falavam...e eu estava lá escutando-as...". Para concluir, a literatura e os livros já não me realizam totalmente embora me fascinem muito. Agora, só a arte, uma existência visual, tangível, palpável, e um olhar que envolve as coisas e as veste com a sua carne me realizam absolutamente...

Dafne disse...

Sem a literatura e sem os livros não haveria educação que devesse ser dada às crianças, não haveria liberdade intelectual que pudesse ser vivida, a única, a verdadeira liberdade, nem haveria uma maior compreensão da pessoa humana. Literalidade e virtualidade ligam-se de forma indissolúvel enriquecendo-nos interiormente e elevando-nos espiritualmente. Sobre as virtualidades da literatura vou recordar duas citações da minha escritora de eleição, a minha amada Iris Murdoch. É grande o seu legado literário: romances, peças teatrais, poesia... Nela é clara a influência de questões da filosofia moral, as grandes preocupações relacionadas com a liberdade, o significado de ser bom, os sucessos e os desaires do Amor...
"A Educação não nos faz felizes. Nem a liberdade. Não ficamos felizes apenas por sermos livres, se o formos... ou porque tivemos uma educação, se a tivermos. Mas, porque a educação pode ser o meio através do qual compreendemos que somos felizes. Abre-nos os ouvidos, os olhos. Convence-nos de que existe apenas uma liberdade... verdadeiramente importante. A intelectual. E dá-nos a segurança, a confiança para podermos trilhar o caminho que a nossa mente educada nos oferece."
"Toda a gente tem pensamentos que quer esconder. Talvez mesmo os aspectos mais simples das suas vidas. As pessoas têm obsessões e medos e paixões que não admitem possuir. Acho que cada personalidade é interessante e tem os seus extremos. É privilégio do romancista verificar quão estranhas as pessoas são".