
Nunca pensei que os meus desabafos viessem a motivar tanto interesse por parte de tantos colegas, amig@s e até alun@s ao ponto de, a secção de comentários, estar quase a virar um “FORUM ESAD” (Escola Secundária de Afonso Domingues). Mas, não vou cair na asneira de não resistir à tentação de comentar os comentários. Apenas utilizarei aquele espaço quando me forem feitas perguntas directas, como já aconteceu – tipo o site da DGRHE das perguntas e respostas mais frequentes, para que tudo fique devidamente esclarecido e validado. De resto, se tenho a hipótese de escrever na parte principal – equivalente à classe Executiva, com direito a ilustrar as palavras, dar-lhes som e movimento, para que vou utilizar um low cost sem serviço de bordo.
Quero que saibam que, apesar de todos os comentários terem que ser moderados e aceites por mim (dai não ficarem visíveis logo quando os escrevem), nunca deixarei de publicar nenhum, só por não concordar com o seu conteúdo. Respeito todas as opiniões, mesmo aquelas que tentam ficcionar uma realidade educativa inexistente na nossa escola ou no panorama educacional português. Também se for para me criticar, não ficará por publicar – experimentem se têm dúvidas e coragem, claro. Aprecio a liberdade de expressão e, desde que ela não colida com os direitos e liberdades dos outros, nunca poderá, nem deverá ser entendido como um acto ofensivo por ninguém.
Eu venero e admiro quem pratique essa liberdade com urbanidade, e em particular quando o faz sem rodeios, com frontalidade e dando a cara. Mas, mesmo escondido atrás de qualquer pseudónimo, todos temos o direito de nos expressar, e são óbvios e aceitáveis os motivos que levam alguns a ficar na sombra. Não considero, que por isso tenham menos valor, têm é um valor diferente dos que dizem o que têm a dizer e depois assinam em baixo. No Brasil, desde que apareceu a linha “disque denúncia” para denunciar, anonimamente, a vasta criminalidade existente no país, o seu combate ficou bem mais fácil por parte das autoridades.
Por isso quero dizer ao Criado de Servir (que até acho que sei quem é, embora muitos outros pudessem ter enfiado já esta carapuça mas, isso agora teríamos que perguntar ao Cão descendente a qual deles se estava a referir), que os seus textos e todos os outros serão sempre por mim publicados, mesmo quando a confusão reinante em algumas cabecitas se explique facilmente por no nosso edifício escolar, existirem duas escolas em funcionamento, e como se torna óbvio, não estarmos a falar da mesma – também eu gostava de dar aulas na Agostinho Roseta mas, a realidade da minha escola, colega, é bem diferente da sua – a todos os níveis e eu não posso fazer como os nossos alunos mais inteligentes – pedir transferência.
Agora não tentem fazer do meu Blog o escape das vossas frustrações, não deixarei que os vossos comentários o tornem num instrumento insultuoso e a apelar à violência, mesmo que seja só à verbal. Por isso recomendo que, não chamem a ninguém coisas que não gostariam de ouvir chamar às vossas mães, mesmo que as pessoas em causa o mereçam. Mas, se o insistirem em fazer, eu não me irei acobardar de publica-los, desde que vocês não se acobardem de os assinar. Se é para ofender, então penso que o ofendido tem todo o direito de se defender e saber de onde partiu a ofensa, para não se gerarem situações dúbias que só iriam contribuir para conturbar o mau clima que já se vive actualmente na nossa escola. Para acicatar e alimentar suspeitas, não contem comigo. Desconfiança, já temos quanto baste!
Não é isso que eu pretendo e acho que ninguém pretende. Bato-me pelo contrário. Luto para que haja um bom ambiente de trabalho entre todos os colegas (sim ainda somos todos colegas, ou já se esqueceram?) Os directores ainda estão para chegar e com @s alun@s sempre tive uma relação excelente. Quero entrar na sala de professores (apesar do cheiro nauseabundo que lá está às vezes), onde actualmente vou tão pouco, com a mesma alegria com que entro na minha sala de aula. Já me disseram que é por snobismo, por ser elitista e não querer dar confiança à ralé, que não a frequento. Isto era o que alguém pensava antes de me conhecer melhor mas, quando conheceu, logo mudou de opinião. Só quem ainda não me conhece bem poderá pensar tamanho disparate.

Mas voltando às boas maneiras, ou à inexistência delas; Por este motivo já me vi obrigado a não aceitar alguns comentários. Tudo se pode dizer mas, atenção!, o problema está na forma como se diz. Felizmente, isto não tem sido a grande generalidade. Muitos dos comnetários, pelo contrário, têm contribuído para elevar o nível do debate e fomentar a procura de soluções. Tenho, inclusive, tido algumas revelações agradáveis. Afinal a solidariedade existe em alguns corações. Afinal nem todos são de pedra dura.
Por isso, e para terminar, queria pedir alguma moderação na linguagem utilizada nos comentários pois, não quero continuar a ser obrigado a recusar mais nenhum e sentir-me mal na pele de sensor que eu tanto critico e abomino. Não quero silenciar ninguém, no meu Blog não se pratica a Lei da Rolha, mas convenhamos, tudo tem um limite! E eu não quero ver, o nível do meu Blog, baixar a índices equivalentes aos do piso térreo.
Obrigado pela paciência e pela vossa compreensão.
Bueno: Regra n.º 1 - Se não te sabes comportar, tenta imitar aqueles que o sabem!
Serve para todas as situações possíveis e até parece ser muito fácil.
O difícil é saber reconhecer quem se deve imitar.
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10 comentários:
Como sabes sou tua amiga há muito tempo,julgo termos a cumplicidade que se exige a uma bela amizade,e não escrevo/comento tanto quanto esperarias...(digo eu)mas quero ser a primeira a comentar este último texto.Surpreendeu-me,agradou-me e sossegou o meu coração.Não me alongo em explicar o porquê destas sensações pq penso que o sabes mas podemos sempre conversar(como tanto gosto).Quanto às nossas meninas sei o quanto gostam de ti e isso João,para 1professor,é o mais importante.E gostam pq és diferente,um pouco louco,divertido e ...livre e elas semtem o quanto as respeitas.Por isso os seus comentários me sensibilizaram pela solidariedade e pelo amor com que te mimam!E BUENO...um bom fim de semana.Arménia a tua amiga favorita e fâ nr.2
Ah e mais,quanto aos alunos,que é o que verdadeiramente me interessa,terei uma saudade imensa da vivacidade da Gaby,da risada da Ana Djaló,da ansiedade da Sara,da quietude da Ana Maria,da ternura com que me olham as 2Anas,da loucura da Dilma(única!)da rabiteza Inês,das confidências da Lili....não posso deixar de de salientar a timidez da Ana Sofia,a alegria da Vanessa,a irreverência da linda Micaela,a "naive"Sandra(Irmã Lúcia??já moreu...)a Sandra e Cátia e os namoros,em pleno pátio,a refilice da Leiza,o ar de ratinho assustado da Raquel(oh stora o professor enerva-me!)e a Carla,e a frescura da Ana Rita e a Ana Nave e a SÓnia e a doçura da Vanilza...Entrar na sala 6 ,presenciar o gosto com que elas trabalham,ouvindo a tua ou a música delas,o agrado que demonstram revela bem o que "fizeste "de algumas delas as capacidades/criatividade que ajudadte a desenvolver/despontar.Bueno percebes porque queria muito que continuasses o meu trabalho?Otexto já vai longo...foi o coração a falar deixei-me ir....Arménia
Uma blogo-etiqueta em forma de reprimenda! Vou ler este texto à desnaturada da minha mais velha, por sinal tua prima, em particular o teu conselho final. às vezes digo às duas para se comportarem como se fossem irmãs e gostassem uma da outra, nem que seja a fingir.
Eu comento sob pseudónimo, mas não o faço à sombra, neste momento estou debaixo de um sol abrasador (!) em frente à Sé de Coimbra.
Quando a isto ser o low cost do blog, está bem visto... estes professores sempre se julgaram uns tipos importantes...
Querida amiga Arménia do coração e primo António e meu mais fiel seguidor, sei o que está escrito no texto, e acabo de reconhecer que nunca devemos dizer nunca – já sabia. Errei quando o disse, mas não sou daqueles que pensam que não se devem reconhecer os seus erros, e pedir perdão, se fôr caso disso.
Não comungo da cartilha dos nossos actuais governantes que não corrigem o que reconhecem estar mal, pois são incapazes de recuar – Ok recuar é para os fortes – Os fracos não podem perder a cara, deve ser mesmo a única coisa que lhes reste, se a perdem o que sobraria?
Assim, aqui estou eu a comentar três comentários logo de uma assentada, se é para transgredir ou menos que valha a pena ou como diz o povo: “Perdido por um, perdido por cem” ou será por mim). Mas, não pôde resistir, pois, de tão maravilhosos, me fizeram quebrar os meus princípios e verter algumas lágrimas – sim os Homens também chora.
Para ti amiga, quero-te dizer que se não fossem as nossas meninas e a sua Directora de Curso (DC e 2ª mãe para elas) - TU, já tinha desistido disto tudo há muito tempo, em vez de um mês, tinha pedido um ano de licença sem vencimento, ou imigrado de vez para a América do Sul e que se lixassem as faltas injustificadas!
Os comentários delas, já me tinham comovido bastante (só a forma como elas assinam é tudo) mas, estes dois teus – a PDA está a deixar-me muito sensível e acabado de levantar, sem as defesas ainda activas, fico muito pior! Eu adoro as nossas meninas, tanto ou mais que tu, por tudo o que referiste e por muito outras coisas que tu também sabes, outras não (tens que ir um dia connosco para a “nite”, para ver como nos divertimos). A cumplicidade que se criou entre nós e elas é única e irrepetível, nunca naquela escola houve um triângulo amoroso tão forte. Pena causar tanta inveja, ao invés de provocar sentimentos positivos que, poderiam ser tantos!
Quanto a ti primo, obrigado por tudo, e vê lá se não exageras na educação das raparigas, esses dois bombons – um de Chocolate e Avelã e o outro de Chocolate e Pimenta que, de tão diferentes nem parecem irmãs, e não apertes muito com elas, e em relação aos meus conselhos não faças como frei Tomás – não faças o que eu digo faz antes o que eu fasso.
Pois, mas naquela casa sou o único com juízo...
Gostei de te ver cá por baixo, pelo low-cost!
Como todos os meus comentários têm sido publicados, acho que não te referias a mim, para além do mais sabes quem sou por isso acredito que mo terias dito directamente com toda a tua frontalidade – não confundir com brutalidade.
Já temia, em especial por ti que, o teu blogue fosse arrastado para o chiqueiral que abunda naquela escola, (estava convencido que o cheiro da sala de professores, em certas manhãs, se devia a um problema de esgotos dos WC’s ), obrigado por me esclareceres da sua origem.
Com este texto, puseste cobro a qualquer eventual tentativa de suinicultura Blogueira. Eu sabia que, sendo tu uma inteligência superior, não irias cair em manipulações dos que anda sempre a lamber os pés ao poder, embora tenha que engolir sapos e outros répteis, e que depois, cobardemente, utilizam-se de terceiros para os vomitar, ou ainda, daqueles que tendo lambido pés de mais, apanharam uma indigestão e agora querem morder a mão que lhes deu de comer (neste caso o pé), só porque caíram em desgraça.
Mas ainda assim, não estava à espera de um texto tão brilhante, com tudo no sítio e sem rodeios de qualquer espécie. A das carapuças versos Criados de Servir é óptima, ainda bem que tu andas de gorro para não haver confusões. Por maior que seja a conta em que te tenho, consegues-me sempre surpreender. Devíamos todos andar a lamber o chão que tu pisas!
A teus pés para tos lamber (não sei se é o teu genero), que bem o mereces.
Este texto faz-me lembrar a confusão que julgo que se faz nalgumas "casas" entre o palco, a arena e os laboratórios. Nestes testam-se hipóteses, que são holofotes, devendo por essa razão ser submetidas a processos de verosimilitude e devendo ser sempre consideradas conjecturais apenas as mais resistentes apesar de todas as estratégias necessárias de redução ao absurdo. No palco os bons actores representam papéis de forma criativa, envolvente, com grande paixão, intimidade e compromisso. Na arena os rituais são mais convergentes, monótonos, mas, tantas vezes, descoordenados e perigosos fazendo-me recordar os gestos de alguns criados de servir... Recordando a linguagem de Ernest Hemingway, na obra "Verão Perigoso", qualquer puntillero que utiliza a puntilla deve estar/ser integrado na quadrilha, grupo de toureiros sob as ordens de um matador, que inclui picadores e bandarilheiros, um dos quais deve exercer as funções de puntilheiro-chefe.
Deixo-vos esta pequena reflexão integrando-a nas boas maneiras e nas boas práticas que o texto do João deixa transparecer.
Com muito respeito e admiração.
Menina dos sete olhos
Gostei da ideia de "Disque denúncia". Na semana passada a sala 19, nas catacumbas, onde dou aulas de Psicologia ao 12ºano, tinha a fechadura avariada. Inferimos, eu e as minhas meninas, que tinha sido por magia negra como já aconteceu a muitas outras fechaduras naquela escola. Fui encaminhada para uma oficina ao lado onde estava um frio de rachar. O pior foi os sons estridentes e dissonantes, provenientes das salas ao lado, do que pareciam ser coreutas dionisíacos extasiados, em delírio absoluto. Ao fundo, uma torneira não parava de pingar e a chuva teimava em entrar-nos pela sala dentro. Pior ainda do que isso era uma espécie de fossa a céu aberto, com ratos, com um cheiro nauseabundo, com uma tábua ao lado repleta de gordura. Mudei a secretária afastando-me do que considerei ser o mais maléfico para a minha saúde física e mental. No ano passado dava uma aula de 90min., também de Psic., ao 11º ano, lá para os fundos da escola, numa oficina onde há muito bolor e humidade. O comboio passa mesmo junto à sala levando-nos a colocarmos a questão de sabermos onde será o próximo apeadeiro, enquanto respiramos mofo e ar gélido. Há dois anos dei aulas de AC, numa "sala" das oficinas centrais, com os pés dentro de água, com muita humidade, água a escorrer pelas paredes, muito óleo lubrificante e massa de lubrificação dos carros, dos parafusos e válvulas, na minha secretária e nas carteiras das minhas queridas alunas, as minhas meninas. Lembro-me de ter aproveitado para fazer uma limpeza das minhas próprias válvulas e a minha própria lubrificação para adquirir mais resistências psíquicas e orgânicas. Sim, porque isto de ser Bom professor requer muita resistência física e psicológica, não é verdade?
Iria Castanheira
Ola desde ja agradeço a professora Arménia por ter pensado em nós todas um muito obrigado e um beijinho muitoooooo grande =D
E sim a professora tem razão as suas aulas sao daquelas aulas em que gostamos de trabalhar (além de o stor la dizer "rapidooo que estao atrasadassss!") mas sao umas das poucas aulas que posso dizer que sao fantasticas!
Porque troca.mos opiniões com o professor, em que nos ri.mos com o professor, em que podemos contar com ele sempre para nos alegrar...bem enfim uma data de coisas =P
Stor continue assim nao deixe que nada o impeça de chegar a sala de manha e dizer BOM DIA MENINAS com um sorriso enorme. E confesso que vou sentir imensa falta das suas aulas...um beijinhoo Sónia
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